A rastreabilidade individual saiu do papel e ganhou calendário. Quem produz leite tem alguns anos para se adequar, mas a etapa que está correndo agora já define como o seu estado vai operar.
O que está previsto
As etapas até lá
- Etapa 1, em vigor desde 1º de julho de 2025: desenvolvimento e operação do sistema informatizado federal e da Base Central de Dados.
- Etapa 2, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026: os órgãos estaduais de sanidade agropecuária precisam adequar seus sistemas aos requisitos técnicos e garantir a interoperabilidade com a base federal.
- As etapas seguintes avançam até o prazo final de dezembro de 2032.
Ou seja: 2026 é o ano em que a estrutura está sendo montada. A exigência direta ao produtor chega depois, mas quem se antecipar não vai correr no fim.
Por que isso interessa a quem tira leite
A discussão nasceu puxada pela carne e pelo mercado externo, mas atinge todo o rebanho bovino, incluindo o leiteiro. Na prática, muda três coisas:
- Movimentação de animaisComprar, vender ou levar animal para exposição vai exigir identificação individual válida e cadastrada.
- Controle internoQuem já trabalha com número na vaca e ficha individual praticamente só troca o padrão do brinco. Quem não tem controle vai precisar montar do zero.
- Acesso a mercadoRastreabilidade tende a virar requisito de laticínio e de programa de qualidade, do mesmo jeito que aconteceu com a exigência de análise de leite.
O que dá para fazer desde já
- Padronizar a numeração do rebanho, sem repetir número entre animais.
- Manter ficha individual com nascimento, parto, tratamento e movimentação.
- Regularizar o cadastro da propriedade no órgão estadual.
- Acompanhar as instruções do seu estado, porque a adequação estadual é justamente a etapa em curso.
Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, do Ministério da Agricultura e Pecuária, com detalhamento do cronograma em MilkPoint.