Depois de inseminar, a fazenda costuma esperar o diagnóstico de gestação para só então reiniciar o processo nas vazias. Cada semana dessa espera é dia vazio acumulado. A ressincronização inverte a ordem: começa a preparar a vaca antes de saber se ela está prenhe.
A lógica
O protocolo é iniciado nas vacas inseminadas antes do diagnóstico, de modo que, se o exame der vazia, ela já esteja pronta para nova inseminação em poucos dias, em vez de recomeçar do zero.
Existe uma regra que não pode ser quebrada: antes do diagnóstico só entram as etapas que não provocam regressão do corpo lúteo, como GnRH e progesterona. A prostaglandina é abortiva em vaca prenhe — tem inclusive indicação em bula para induzir aborto — e só entra depois de o exame confirmar que a vaca está vazia. Qual etapa vem antes e qual vem depois é definido pelo veterinário, por escrito.
| Modelo | O que acontece após o diagnóstico |
|---|---|
| Sem ressincronização | Vaca vazia espera o próximo cio ou um novo protocolo inteiro |
| Com ressincronização | Vaca vazia é inseminada em poucos dias |
| Em qualquer modelo | Prostaglandina apenas depois do diagnóstico negativo |
O que ela exige
Calendário rígido, identificação confiável e alguém responsável por aplicar no dia certo. Protocolo iniciado e não concluído custa hormônio e não entrega prenhez. Pior que isso: aplicar a prostaglandina na vaca errada, ou antes de sair o diagnóstico, aborta uma vaca prenhe. O custo do erro aqui não é a dose, é a prenhez perdida — por isso identificação e separação de lote precisam estar certas antes de qualquer aplicação.