A escolha entre milho e sorgo para silagem costuma ser feita por hábito. Vale mais fazer por diagnóstico: em algumas condições o milho ganha com folga, e em outras ele simplesmente não entrega o que promete.
Onde o sorgo leva vantagem
Ele tolera melhor o veranico, porque paralisa o crescimento e retoma quando volta a chuva, em vez de perder a safra. Aceita solo com fertilidade mais baixa. E permite rebrota, o que em algumas regiões entrega um segundo corte na mesma área.
Também dá mais flexibilidade de janela: quando o plantio atrasa, o sorgo continua sendo uma decisão razoável e o milho já não é.
| Situação | Milho | Sorgo |
|---|---|---|
| Chuva regular e solo corrigido | Melhor | Bom |
| Risco alto de veranico | Arriscado | Melhor |
| Solo mais fraco | Responde pouco | Se sai melhor |
| Plantio atrasado | Perde muito | Ainda viável |
| Energia da silagem | Mais amido | Depende do tipo |
| Rebrota | Não | Sim, em alguns materiais |
Cuidados específicos
Atenção ao ponto de colheita, que no sorgo é guiado pelo grão e não pela linha de leite do milho. Colher cedo demais dá silagem aguada e com muito efluente; tarde demais compromete a digestão do grão.
E existe um risco que precisa ser respeitado: sorgo em rebrota ou sob estresse pode acumular compostos tóxicos. Pastejo de rebrota jovem depois de seca ou geada exige orientação técnica antes de soltar os animais. Na silagem bem fermentada esse risco é bem menor, mas a decisão de pastejar não é para se tomar no impulso.