Hidratar o bezerro é o tratamento principal na diarreia. A dúvida prática é qual via usar, e a resposta não depende do tamanho da diarreia: depende do quanto o bezerro ainda consegue absorver pelo trato digestivo.
Soro oral: quando funciona
Funciona enquanto o bezerro está em pé, tem reflexo de sucção e consegue absorver. Nessas condições ele é seguro, barato, pode ser dado por qualquer pessoa treinada e resolve a maioria dos casos leves e moderados.
O ponto crítico é a frequência: pouco e várias vezes ao dia funciona melhor que muito de uma vez. E o soro deve ser oferecido em horário separado da mamada, para não interferir na coagulação do leite no abomaso.
Soro na veia: quando é obrigatório
Quando o bezerro não fica em pé, não suga, está frio ou apresenta desidratação grave. Nesses casos a circulação e a absorção intestinal estão comprometidas, e o soro oral simplesmente não chega onde precisa chegar.
É procedimento veterinário, tanto pela via quanto pela composição e velocidade da administração, que precisam ser ajustadas ao quadro.
| Sinal do bezerro | Soro oral | Soro na veia |
|---|---|---|
| Em pé e mamando | Sim | Não precisa |
| Em pé, sugando fraco | Tentar, com frequência | Avaliar |
| Deitado, levanta se estimulado | Insuficiente | Indicado |
| Não levanta | Não | Urgente |
| Boca fria, extremidades frias | Não | Urgente |
| Sem reflexo de sucção | Não, risco de aspiração | Urgente |
Cuidados na administração oral
Sonda esofágica só deve ser usada por quem foi treinado, e nunca em bezerro sem reflexo de deglutição, pelo risco de o líquido ir para o pulmão. Aspiração mata rápido e sem barulho.
Prepare o soro na diluição indicada no rótulo. Concentrado demais piora a desidratação em vez de corrigir, e diluído demais não repõe eletrólitos.
Use água limpa e utensílios higienizados. Balde contaminado transforma o tratamento em nova fonte de infecção.