💉 Sanidade

Tétano em bovinos: quando o risco aparece e como prevenir

O tétano entra por ferida, castração, descorna e umbigo mal cuidado. Os sinais de rigidez, por que o tratamento é difícil e onde a prevenção realmente age.

Uma doença de porta de entrada

O tétano é causado por uma bactéria que também vive no solo em forma de esporo, mas que só causa doença quando encontra uma ferida profunda e sem oxigênio. É por isso que ele está tão ligado a procedimentos de manejo mal feitos.

As situações de risco

  • Castração, principalmente com métodos que deixam ferida fechada ou com anel elástico.
  • Descorna em condição suja.
  • Umbigo do recém-nascido mal desinfetado.
  • Ferimento profundo de arame farpado, prego ou pisada.
  • Aplicação de injeção com material contaminado.
  • Pós-parto com lesão de trato reprodutivo.

Sinais

A toxina age no sistema nervoso e o quadro é bem característico:

  • Rigidez muscular generalizada, animal andando duro, com dificuldade de se movimentar.
  • Orelhas eretas, cauda rígida, terceira pálpebra aparecendo.
  • Dificuldade de abrir a boca e de se alimentar.
  • Espasmos que pioram com barulho, luz ou toque.
  • Em casos avançados, o animal cai com as pernas estendidas.

Os sinais costumam aparecer dias ou semanas depois do ferimento, o que faz muita gente não ligar uma coisa à outra.

Tratamento é caro e incerto

Envolve antitoxina, antibiótico, sedação, cuidado com a ferida e suporte para alimentação e hidratação. Mesmo assim, o prognóstico é reservado e o custo alto. Como no carbúnculo, aqui o jogo se ganha antes.

Prevenção em duas frentes

Manejo limpo:

  • Desinfetar o umbigo do bezerro logo após o nascimento.
  • Fazer castração e descorna com material limpo, em ambiente seco e em época de menos mosca.
  • Trocar agulha entre animais e nunca reutilizar material sujo.
  • Manter cerca, porteira e instalação sem pontas e arame solto.

Vacinação: o tétano está entre as doenças cobertas pelas vacinas polivalentes contra clostridioses. Onde os procedimentos de manejo são frequentes, a vacinação preventiva antes da castração ou descorna é a conduta mais segura, sempre conforme orientação do veterinário.

Na prática: anote a data de cada castração, descorna e cura de umbigo. Se aparecer um caso, esse histórico mostra qual procedimento e qual lote precisam de ajuste.

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