💉 Sanidade

Terapia de vaca seca: o antibiótico na secagem e o selante de teto

A secagem é a melhor janela do ano para curar mastite e prevenir infecção nova. Como funciona a terapia de vaca seca, quando usar seletivamente e o papel do selante.

A melhor janela de cura do ano

Durante a lactação, tratar mastite significa descartar leite e conviver com carência. No período seco não existe leite pra descartar, o antibiótico permanece mais tempo no úbere e a taxa de cura é bem maior. Por isso a secagem é o momento mais eficiente para resolver infecções que se arrastam.

Dois objetivos diferentes

  • Curar as infecções que a vaca já tem quando é secada.
  • Prevenir infecções novas, que são comuns nas primeiras semanas após a secagem e nas semanas anteriores ao parto, quando o canal do teto ainda não está bem fechado.

Terapia em todas ou terapia seletiva

Historicamente se tratava todos os quartos de todas as vacas na secagem. Hoje se discute muito a terapia seletiva, em que só recebem antibiótico as vacas com indício de infecção, com base em:

  • Histórico de CCS individual ao longo da lactação.
  • Casos clínicos registrados durante o período.
  • Exames como CMT e, quando disponível, cultura microbiológica.

A terapia seletiva reduz uso de antibiótico e custo, mas só funciona em rebanho com bom controle de dados e boa higiene. Sem histórico confiável por vaca, ela vira aposta. A escolha entre uma abordagem e outra é decisão do veterinário responsável, com base no perfil do rebanho.

O selante interno de teto

O selante forma uma barreira física dentro do canal do teto, imitando a rolha natural de queratina que muitas vacas não formam direito. Ele não trata infecção existente, ele impede a entrada de bactéria. Por isso costuma ser usado junto com o antibiótico nas vacas infectadas, e sozinho nas vacas sadias em esquema seletivo.

Aplicação: onde tudo se ganha ou se perde

De nada adianta o melhor produto com aplicação porca. A infusão empurra pra dentro do úbere aquilo que estiver na ponta do teto:

  • Ordenhar completamente antes de aplicar.
  • Desinfetar a ponta do teto com álcool e algodão, um por teto, até sair limpo.
  • Começar pelos tetos mais distantes e terminar pelos mais próximos.
  • Usar a inserção parcial da cânula, que agride menos o canal.
  • Fazer o pós-dipping depois da aplicação.
  • Manter a vaca em ambiente limpo e seco nos dias seguintes.
Na prática: registre qual produto foi aplicado em cada vaca na secagem e a data. No parto, esse histórico orienta quem precisa de atenção redobrada e evita mandar leite fora do prazo pro tanque.

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