Fazenda não pega doença do nada. Quase sempre alguém trouxe, e quase sempre era evitável.
Por onde a doença entra
- Animal comprado, que é a porta mais comum e a mais subestimada.
- Veículos: caminhão de leite, de ração, de gado, com barro e esterco de outra propriedade.
- Pessoas: técnico, veterinário, comprador, vizinho, com bota e roupa contaminadas.
- Equipamento emprestado: tronco, casqueadeira, aplicador.
- Animais silvestres, cães e roedores.
- Água e alimento contaminados.
As medidas que mais rendem
- Quarentena para todo animal novoÁrea separada, sem contato, por período definido com o veterinário, com exames antes de juntar ao rebanho.
- Exigir documentaçãoGTA e histórico sanitário. Animal sem papel é risco assumido.
- Estacionamento externoCaminhão e visitante param antes da área de produção, sempre que possível.
- Bota e macacão para visitanteOu pedilúvio na entrada, mantido limpo e com solução trocada.
- Fluxo de trabalho do sadio para o doenteCuidar primeiro dos bezerros e das vacas sadias, e por último dos animais doentes ou em tratamento.
- Material próprio para a enfermariaNada de circular seringa, bota e balde entre lotes.
O ponto mais esquecido: o bezerreiro
Bezerro é o animal mais frágil da fazenda e costuma receber a visita de todo mundo. Deveria ser o primeiro da rotina e o local com maior restrição de acesso, não o contrário.
Na prática: registre entrada e saída de animais com data e origem. Se aparecer um problema, esse histórico é o que permite descobrir por onde entrou.