💉 Sanidade

Biosseguridade na fazenda leiteira: o básico que evita surto

A maioria das doenças entra pela porteira, com animal comprado, visitante ou veículo. As medidas simples que separam a fazenda que tem surto da que não tem.

Fazenda não pega doença do nada. Quase sempre alguém trouxe, e quase sempre era evitável.

Por onde a doença entra

  • Animal comprado, que é a porta mais comum e a mais subestimada.
  • Veículos: caminhão de leite, de ração, de gado, com barro e esterco de outra propriedade.
  • Pessoas: técnico, veterinário, comprador, vizinho, com bota e roupa contaminadas.
  • Equipamento emprestado: tronco, casqueadeira, aplicador.
  • Animais silvestres, cães e roedores.
  • Água e alimento contaminados.

As medidas que mais rendem

  1. Quarentena para todo animal novoÁrea separada, sem contato, por período definido com o veterinário, com exames antes de juntar ao rebanho.
  2. Exigir documentaçãoGTA e histórico sanitário. Animal sem papel é risco assumido.
  3. Estacionamento externoCaminhão e visitante param antes da área de produção, sempre que possível.
  4. Bota e macacão para visitanteOu pedilúvio na entrada, mantido limpo e com solução trocada.
  5. Fluxo de trabalho do sadio para o doenteCuidar primeiro dos bezerros e das vacas sadias, e por último dos animais doentes ou em tratamento.
  6. Material próprio para a enfermariaNada de circular seringa, bota e balde entre lotes.

O ponto mais esquecido: o bezerreiro

Bezerro é o animal mais frágil da fazenda e costuma receber a visita de todo mundo. Deveria ser o primeiro da rotina e o local com maior restrição de acesso, não o contrário.

Na prática: registre entrada e saída de animais com data e origem. Se aparecer um problema, esse histórico é o que permite descobrir por onde entrou.

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