Todo mundo pensa no esterco do curral e esquece do que sai pelo ralo da sala de ordenha, duas vezes por dia, todos os dias.
O que tem nesse efluente
- Resíduo de leite, com alta carga orgânica.
- Detergente alcalino e ácido da limpeza da linha.
- Esterco e urina arrastados da sala e da espera.
- Eventuais resíduos de pré e pós-dipping.
É um material com potencial poluente relevante, principalmente pela carga orgânica, que consome oxigênio da água se atingir um córrego.
Os riscos de destinar errado
- Contaminação de nascente e de poço, inclusive o que abastece a própria fazenda.
- Mau cheiro e moscas perto da área de produção.
- Autuação ambiental, já que a destinação inadequada é infração.
- Barro permanente em área de circulação, com efeito direto em casco e mastite.
Os caminhos usados
- Separar sólidosCaixa de retenção ou peneira antes do restante do sistema, reduzindo entupimento e carga.
- Esterqueira ou tanque de armazenamentoDimensionada para o volume gerado e para o tempo de armazenagem necessário.
- BiodigestorTrata o efluente e ainda gera biogás e biofertilizante.
- Distribuição em área agrícolaAplicação como fertilizante, em dose e área compatíveis, respeitando distância de curso d'água.
- Reduzir na origemRaspagem a seco antes de lavar diminui muito o volume e a carga do efluente.
Regularização
O dimensionamento e a destinação devem seguir as exigências do órgão ambiental do seu estado, que variam bastante. Projeto feito por profissional habilitado evita refazer obra e evita multa.
Dica que economiza: reduzir o volume de água na limpeza, com raspagem a seco e mangueira com esguicho, diminui o tamanho de todo o sistema de tratamento necessário.