Depois do parto, a vaca não produz leite comum de imediato. Os primeiros dias trazem colostro e, depois, o chamado leite de transição, com composição diferente do leite normal. Entregar esse leite ao laticínio compromete a carga.
Por que ele não serve
O colostro e o leite de transição têm teores muito mais altos de proteína e de outros componentes, além de coloração e consistência diferentes. Isso altera o comportamento do leite no processamento e pode reprovar testes de plataforma.
Há também a questão do tratamento: vacas que receberam terapia na secagem precisam respeitar o período de carência do produto, que continua valendo após o parto.
| Fase | Destino |
|---|---|
| Primeira ordenha após o parto | Colostro para a bezerra ou banco de colostro |
| Dias seguintes, leite de transição | Alimentação de bezerras, não o tanque |
| Vaca com carência de terapia de secagem | Fora do tanque até o fim da carência |
| Leite normalizado e carência cumprida | Pode ir ao tanque |
| Vaca com mastite ou em tratamento | Fora do tanque |
Como não errar na prática
Identifique visivelmente as vacas recém-paridas, com fita na perna ou marcação clara, e mantenha a lista onde a equipe da ordenha vê.
Ordenhe essas vacas por último ou com balde separado, e treine a equipe para conferir a identificação antes de conectar a teteira.
E aproveite: esse leite é ótimo para as bezerras, e usá-lo reduz o gasto com leite que iria para o tanque.