O Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, é uma das regiões mais tradicionais do leite gaúcho e resume, em poucos números, uma transformação que acontece em várias partes do país: cada vez menos produtores entregando o mesmo volume de leite.
O retrato da concentração
A cooperativa Dália Alimentos, sediada em Encantado, chegou a ter cerca de 3 mil produtores de leite. Hoje o número está em torno de 1,1 mil. A captação diária, porém, se mantém entre 850 mil e 900 mil litros.
Ou seja: quem ficou produz, em média, bem mais do que antes. É o efeito da profissionalização e da concentração da produção em propriedades que investiram em escala, genética e gestão.
| Indicador | Antes | Hoje |
|---|---|---|
| Produtores na cooperativa | cerca de 3 mil | cerca de 1,1 mil |
| Captação diária | Mantida entre 850 mil e 900 mil litros | |
| Produção por produtor | Menor | Bem maior |
A recuperação depois das enchentes
A região foi duramente atingida pela enchente histórica de maio de 2024, que afetou propriedades às margens do rio Taquari. Iniciativas de recuperação ambiental e produtiva seguem acompanhando as áreas atingidas, com monitoramento técnico em campo.
Para a atividade leiteira, a reconstrução envolveu recompor pastagens, instalações e estradas, que são essenciais para a coleta diária.
O que a região ensina
Que a permanência na atividade depende de escala mínima e de gestão. E que qualidade do leite, com boas práticas na ordenha e no resfriamento, tem sido um dos caminhos para a agricultura familiar se manter competitiva na região.
Dados da cooperativa Dália Alimentos divulgados pela imprensa regional em 2026 e informações da Embrapa sobre o monitoramento de áreas atingidas pela enchente de maio de 2024 no Vale do Taquari.