O Tocantins ocupa uma faixa de transição entre o Cerrado e a Amazônia, com duas estações bem marcadas: um período chuvoso e uma seca longa e intensa. Esse clima define quase tudo na produção de leite do estado.
O desafio central: a seca
Na estação chuvosa, o pasto cresce bem e a produção a pasto funciona. Na seca, o capim para, perde qualidade e a produção cai, a menos que exista reserva de volumoso planejada com antecedência.
Por isso a diferença entre fazendas que produzem o ano todo e fazendas que praticamente param na seca está menos no rebanho e mais no planejamento de volumoso.
| Período | Pasto | O que sustenta a produção |
|---|---|---|
| Chuvas | Abundante | Pastejo bem manejado |
| Início da seca | Perdendo qualidade | Pasto vedado |
| Seca intensa | Parado | Silagem, cana e suplementação |
| Volta das chuvas | Rebrotando | Cuidado com pastejo precoce |
Oportunidades
O estado tem disponibilidade de área e crescimento da produção de grãos, o que favorece a produção de silagem e o acesso a concentrado. Sistemas integrados, combinando lavoura e pecuária, ajudam a produzir volumoso e recuperar pasto ao mesmo tempo.
A logística de coleta, com grandes distâncias, é o outro desafio, e pesa no preço recebido por quem está longe das rotas principais.