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Leite no Tocantins: a transição do Cerrado para a Amazônia

O Tocantins produz leite em um território de transição entre Cerrado e Amazônia, com clima de estações bem marcadas. Como isso molda o sistema e os desafios da seca.

O Tocantins ocupa uma faixa de transição entre o Cerrado e a Amazônia, com duas estações bem marcadas: um período chuvoso e uma seca longa e intensa. Esse clima define quase tudo na produção de leite do estado.

O desafio central: a seca

Na estação chuvosa, o pasto cresce bem e a produção a pasto funciona. Na seca, o capim para, perde qualidade e a produção cai, a menos que exista reserva de volumoso planejada com antecedência.

Por isso a diferença entre fazendas que produzem o ano todo e fazendas que praticamente param na seca está menos no rebanho e mais no planejamento de volumoso.

PeríodoPastoO que sustenta a produção
ChuvasAbundantePastejo bem manejado
Início da secaPerdendo qualidadePasto vedado
Seca intensaParadoSilagem, cana e suplementação
Volta das chuvasRebrotandoCuidado com pastejo precoce
O ano dividido em dois seca: o buraco do pasto chuvas oferta de pasto ao longo do ano (ilustrativo)
O que decide o ano é como se preenche o buraco da seca, e isso se decide ainda nas chuvas.

Oportunidades

O estado tem disponibilidade de área e crescimento da produção de grãos, o que favorece a produção de silagem e o acesso a concentrado. Sistemas integrados, combinando lavoura e pecuária, ajudam a produzir volumoso e recuperar pasto ao mesmo tempo.

A logística de coleta, com grandes distâncias, é o outro desafio, e pesa no preço recebido por quem está longe das rotas principais.

Planeje a seca nas águas: vedar pasto e plantar silagem são decisões das chuvas. Ver vedar o pasto e frete e coleta.

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