Quem pensa em bacia leiteira raramente pensa no sertão. Mas no Alto Sertão sergipano, em uma das regiões mais secas do estado, se formou a principal bacia de leite de Sergipe, com Nossa Senhora da Glória como centro.
Onde fica e quem produz
A produção se concentra no território do Alto Sertão, com municípios como Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Poço Redondo, Canindé do São Francisco, Gararu e Monte Alegre. É uma produção majoritariamente de agricultura familiar, em propriedades pequenas e médias.
A presença de indústria na região foi decisiva: laticínios instalados perto dos produtores reduziram frete, garantiram compra regular e deram escala a uma produção que antes era dispersa.
| Fator | Papel na bacia |
|---|---|
| Indústria próxima | Compra regular e menos frete |
| Agricultura familiar | Base da produção |
| Palma e reserva de volumoso | Atravessar a seca |
| Cruzados adaptados | Aguentam calor e restrição |
| Chuva irregular | Principal risco |
| Custo do concentrado | Pesa na seca |
Os desafios
A chuva é o grande fator de risco. Anos de seca prolongada reduzem o pasto, encarecem o volumoso e obrigam a comprar concentrado, apertando a margem. Por isso a reserva de volumoso, com palma, silagem e capineira, é o que separa quem atravessa a seca de quem vende vaca.
Qualidade do leite é o outro ponto: com indústria exigente por perto, resfriamento e rotina de ordenha passam a definir o preço recebido.
Informações sobre a bacia leiteira do Alto Sertão sergipano divulgadas pela Secretaria de Agricultura de Sergipe e por reportagens técnicas do setor.