Contratar o primeiro funcionário é uma das decisões que mais mudam uma fazenda de leite, e uma das mais mal feitas. Não porque falte gente: porque o produtor contrata sem definir para quê, sem combinar como e sem saber quanto realmente custa.
Quando chega a hora
O sinal mais claro não é o tamanho do rebanho, é a impossibilidade de faltar. Se você não pode ficar doente, viajar ou ir ao banco sem que a ordenha atrase, a fazenda já depende de mais gente do que tem.
O segundo sinal é o gargalo: existe uma tarefa que sempre fica para depois e que custa dinheiro ficar para depois. Se ela existe, ela é o cargo.
| Definir antes de contratar | Por quê |
|---|---|
| Quais tarefas são dele | Sem isso, ele faz o que sobra e nada bem |
| Horário e folga | Principal motivo de saída na atividade |
| Quem manda no quê | Evita ordem contraditória de dois donos |
| O que é considerado bem feito | Sem padrão, tudo vira discussão |
| Como será avaliado | Permite corrigir sem virar briga |
| O custo total do contrato | O salário é só uma parte |
Os erros mais caros
Contratar sem contrato formal, achando que resolve. Não resolve: cria passivo e deixa o funcionário sem segurança, o que aumenta rotatividade.
Não dar folga previsível. Na atividade leiteira, escala é o que mais faz gente boa ir embora. Combine antes como funciona o domingo e o feriado, e cumpra.
Ensinar uma vez e cobrar para sempre. O padrão precisa ser mostrado, praticado junto e revisto. Ordenha, principalmente, exige acompanhamento nas primeiras semanas.