A raça mais usada na pecuária leiteira brasileira melhorou em duas frentes ao mesmo tempo, e uma delas quase ninguém estava medindo.
O que o estudo mostrou
Estudos realizados pela Embrapa Gado de Leite compararam o desempenho de animais da raça Girolando ao longo de 20 anos, entre 2000 e 2020:
Por que os dois números andam juntos
Uma vaca emite metano pela fermentação no rúmen, e essa emissão não cresce na mesma proporção que a produção. Quando o mesmo animal passa a produzir bem mais leite, a emissão é diluída em mais litros. O resultado é menos metano por quilo de leite, mesmo sem mudar nada na dieta.
É por isso que produtividade virou o principal argumento ambiental da pecuária leiteira brasileira: eficiência e emissão caminham em direções opostas.
O que puxou o ganho do Girolando
- Seleção genética conduzida com avaliação de touros e uso de índices produtivos.
- Melhora de nutrição e manejo, com volumoso de melhor qualidade.
- Avanço em sanidade e conforto, reduzindo perdas.
- Adaptação da raça ao clima brasileiro, que sustenta produção sem exigir estrutura de clima temperado.
O que isso significa para você
Se o seu rebanho é Girolando, o caminho de ganho já está mapeado e é o mesmo: genética com critério, dieta equilibrada e controle individual. E, cada vez mais, esse ganho vale duas vezes, porque abre porta para programas de baixo carbono que remuneram eficiência.
Estudos da Embrapa Gado de Leite, com divulgação em Embrapa.