Olhe a ponta dos tetos logo depois de tirar as teteiras. Se aparece um anel grosso, áspero, às vezes rachado em volta do orifício, é hiperqueratose. O teto engrossa a pele para se defender de um esforço que está grande demais.
Por que acontece
A ponta do teto sofre a cada ordenha. O que aumenta esse esforço é teteira que fica tempo demais depois que o leite acabou, vácuo acima do recomendado, pulsação desregulada e insuflador vencido. Clima frio e seco e produto de imersão ruim para a pele pioram.
| Escore | Aspecto | Leitura |
|---|---|---|
| 1 | Sem anel, ponta lisa | Normal |
| 2 | Anel liso, discreto | Aceitável |
| 3 | Anel áspero, com pontas de queratina | Atenção |
| 4 | Anel muito áspero, rachado, em "flor" | Problema |
Uma referência de campo muito usada: quando mais de uma parte pequena dos tetos avaliados está nos escores ásperos, vale revisar a ordenha. Avalie ao menos 20 vacas, em lactação média, e anote.
Por que importa
A ponta do teto é a porta de entrada da mastite. Pele rachada acumula bactéria e o esfíncter fecha pior. Rebanho com muita hiperqueratose tende a ter mais casos novos.
O que ajustar
Comece pela sobreordenha: retire a teteira assim que o fluxo cair. Depois confira nível de vácuo, pulsação e idade dos insufladores com o técnico da ordenhadeira. A pele melhora em semanas depois da correção, porque a queratina precisa ser renovada.