Todo mundo reconhece a febre do leite clássica: a vaca deita, não levanta, fica com a cabeça voltada para o flanco. O que pouca gente enxerga é a forma subclínica, em que o cálcio cai o suficiente para prejudicar a vaca, mas não o bastante para derrubá-la.
Por que ela é tão cara
O cálcio participa da contração muscular. Com cálcio baixo, a musculatura lisa funciona pior. Isso significa rúmen com menos movimento, o que derruba o consumo, e útero com contração mais fraca, o que aumenta retenção de placenta e infecção uterina.
O esfíncter do teto também depende de musculatura, o que se associa a maior risco de mastite. E a queda de consumo logo após o parto empurra a vaca para o balanço energético negativo e para a cetose.
| Consequência | Efeito |
|---|---|
| Rúmen com menos movimento | Consumo cai justamente quando mais precisa |
| Útero com contração fraca | Mais retenção de placenta e metrite |
| Esfíncter do teto frouxo | Mais risco de mastite |
| Imunidade prejudicada | Mais infecção no pós-parto |
| Mais deslocamento de abomaso | Custo alto por caso |
| Reprodução | Mais dias em aberto |
O que reduz o problema
A prevenção acontece antes do parto, na dieta da vaca seca, e é assunto para o nutricionista e o veterinário. Estratégias de manejo de minerais no pré-parto e o controle do escore corporal estão entre as ferramentas conhecidas.
Do lado do produtor, o que mais ajuda é manter o lote pré-parto com dieta específica, não misturado com as vacas em lactação, e acompanhar de perto as vacas de maior risco: as de mais partos e as de alta produção.