Existe um tipo de mastite que não avisa: a vaca estava bem na ordenha da manhã e à tarde está prostrada, com febre, úbere quente e leite aguado. É o quadro típico da mastite por coliformes, com a E. coli como agente mais conhecido.
Por que é diferente
O dano principal não vem apenas da bactéria se multiplicando, mas da reação do organismo a componentes liberados por ela. Isso pode produzir um quadro sistêmico grave, com desidratação, queda de temperatura, prostração e risco de morte.
Por isso o tratamento raramente é só antibiótico intramamário. O suporte à vaca, com hidratação e conduta definida pelo veterinário, costuma ser o que decide o desfecho.
| Sinal | Mastite por coliforme |
|---|---|
| Velocidade | Horas |
| Leite | Aguado, com grumos, às vezes amarelado |
| Úbere | Quente, inchado, dolorido |
| Estado geral | Febre, prostração, pode ficar frio depois |
| Origem | Ambiente: cama, barro, esterco |
| Tratamento | Suporte sistêmico, com veterinário |
A prevenção é ambiental
Como o agente vem do ambiente, a prevenção passa por cama seca e limpa, curral sem lama, higiene de ordenha e úbere limpo e seco na hora da teteira.
O período seco e o pós-parto imediato são as fases de maior risco, e é onde a atenção ao ambiente rende mais.