Quando milho e soja disparam, ninguém mexe na dieta por medo do custo. Quando eles ficam estáveis, abre-se a única janela em que dá para arrumar o cocho sem susto. É onde estamos.
O contexto
Os insumos fundamentais da dieta do rebanho, milho e farelo de soja, mantiveram preços estáveis por causa das boas safras. Como a alimentação costuma responder pela maior fatia do custo de produção do leite, essa estabilidade é o que tem segurado o índice de custo.
Onde o ajuste rende mais
- Corrigir a proteína que está sobrandoSe o nitrogênio ureico do leite está alto, você paga por proteína que sai na urina. É o ajuste que economiza sem tirar litro.
- Equilibrar energia com a fibraVolumoso ruim obriga a empurrar concentrado. Melhorar a silagem costuma sair mais barato que aumentar grão.
- Rever o mineralConsumo fora do previsto significa mineral desperdiçado ou faltando. Medir o consumo real por cabeça custa nada.
- Separar em lotesDieta única para vaca de 30 e de 12 litros desperdiça de um lado e limita do outro.
- Atacar a sobra de cochoComida que sobra e estraga é dinheiro que já saiu do bolso.
O que não fazer nessa janela
- Aumentar concentrado sem medir resposta. Se o litro não sobe na proporção, você trocou lucro por volume.
- Comprar estoque grande sem lugar para guardar. Ração mal armazenada mofa, e micotoxina custa muito mais que a economia da compra.
- Trocar dieta de um dia para o outro. Mudança brusca derruba consumo e abre porta para acidose e enterotoxemia.
Análise de custos e insumos da Embrapa Gado de Leite.