Nem toda fazenda tem sala de ordenha com piso de concreto e cobertura. Em muitos lugares se ordenha em curral de terra, com o que se tem. A boa notícia é que qualidade de leite depende mais de rotina do que de estrutura, e há muito a fazer sem obra.
Onde a terra prejudica
Terra vira barro com chuva, e barro gruda no úbere e nas patas. Poeira no tempo seco cai sobre o balde e sobre o equipamento. E o chão não pode ser lavado, o que faz o esterco se acumular.
Tudo isso aumenta a carga de bactérias que chega ao teto e ao leite, o que aparece como contagem bacteriana alta e mais mastite ambiental.
| Medida | Custo | Efeito |
|---|---|---|
| Drenar a área para não empoçar | Baixo | Alto |
| Raspar e retirar esterco com frequência | Só trabalho | Alto |
| Camada de material firme no ponto de ordenha | Médio | Alto |
| Cobertura só sobre o ponto de ordenha | Médio | Alto |
| Pré-dipping e secagem individual | Baixo | Muito alto |
| Levar o leite rápido ao resfriador | Nenhum | Alto |
A rotina que compensa a estrutura
Úbere limpo e seco antes da teteira não é negociável, e é justamente onde a estrutura fraca mais se compensa. Pré-dipping com tempo de contato, secagem com papel individual e atenção ao úbere sujo resolvem muito.
Além disso, proteger o leite: balde tampado, coador limpo, transporte rápido para o resfriamento e nunca deixar o leite exposto ao sol ou à poeira.