Milho caro é o pesadelo do produtor de leite. A boa notícia é que existem alternativas de energia, desde que a substituição seja feita com critério e não no susto.
Os subprodutos mais usados
- Polpa cítrica: energia de fibra digestível, boa para o rúmen e com menor risco de acidose que o amido.
- Casca de soja: fibra digestível, útil para substituir parte do concentrado sem perder ruminação.
- Farelo de trigo e outros resíduos de moagem.
- Resíduo de cervejaria, com boa proteína, mas alta umidade e curta durabilidade.
- Raspa e resíduos de mandioca, fonte de amido em regiões produtoras.
O que avaliar antes de trocar
- Preço por unidade de nutrienteComparar preço por tonelada engana. O que vale é o custo por megacaloria de energia ou por quilo de proteína.
- Composição real do loteSubproduto varia muito entre fornecedores e entre cargas. Análise bromatológica é quase obrigatória.
- UmidadeProduto úmido tem frete caro por nutriente transportado e estraga rápido.
- Constância de fornecimentoTrocar a dieta a cada carga é pior que manter o ingrediente mais caro.
- Efeito no rúmenSubstituir amido por fibra digestível muda a fermentação, e isso precisa ser considerado na formulação.
Os erros comuns
- Trocar de uma vez. Toda mudança pede transição gradual.
- Comprar volume grande sem armazenagem adequada. Subproduto úmido fermenta e mofa.
- Ignorar o desbalanço. Tirar milho muda energia e amido, e pode exigir ajuste de proteína e de fibra.
- Não avisar o nutricionista. A dieta formulada deixa de valer quando se troca ingrediente por conta.
Na prática: registre produção, gordura do leite e consumo antes e depois da substituição. Economia que derruba litro ou sólidos não é economia.