Aumentar o rebanho sem saber quanto o pasto produz é a forma mais comum de degradar área e perder produção individual. A capacidade de suporte não é um palpite: dá para estimá-la com medidas simples.
O caminho da estimativa
- Meça a altura do pasto na entrada e na saída dos piquetes, com régua, em vários pontos.
- Estime a massa de forragem disponível com o método indicado pelo técnico para a sua espécie.
- Considere a eficiência de pastejo: nem tudo que existe é colhido pelo animal.
- Estime o consumo diário de matéria seca por animal, conforme categoria e produção.
- Divida a oferta aproveitável pelo consumo para obter a lotação possível.
Os coeficientes de cada etapa variam por espécie forrageira, adubação, estação e sistema. Levante-os com o agrônomo: o método é o mesmo, os números são seus.
| Erro comum | Consequência |
|---|---|
| Usar a produção do mês bom para o ano todo | Falta de comida na seca e no vazio outonal |
| Ignorar a eficiência de pastejo | Lotação superestimada |
| Esquecer vacas secas e novilhas | Área contada duas vezes |
| Contar área de mata e benfeitoria | Superlotação real |
Duas saídas quando falta
Reduzir a lotação ou aumentar a oferta, com adubação, irrigação, sobressemeadura ou volumoso conservado. A pior escolha é manter a lotação e esperar que o pasto resolva: o resultado é degradação, que custa anos para reverter.