No indicador do Cepea referente ao leite captado em agosto de 2026, o Rio Grande do Sul registrou o menor valor entre os estados pesquisados, R$ 2,6545 por litro, e Minas Gerais o maior, R$ 3,0446. São quase 39 centavos de diferença por litro no mesmo mês, com a Média Brasil em R$ 2,8869.
Por que a diferença existe
| Fator | Como age no preço |
|---|---|
| Concentração de indústria | Mais compradores disputando elevam o preço |
| Densidade de produção | Rota de coleta curta reduz custo logístico |
| Perfil do produto final | Queijo, UHT e leite em pó remuneram de forma diferente |
| Oferta local naquele mês | Safra regional derruba o preço do estado |
| Proximidade da fronteira importadora | Leite em pó do Mercosul chega primeiro ao Sul |
| Qualidade média do leite | Bonificação muda o recebido |
O que dá para fazer com isso
Mudar de estado não é opção. Mas a diferença entre o preço médio do seu estado e o que você recebe, sim, está sob controle: qualidade, volume, constância de entrega e negociação respondem por boa parte dela. Compare o seu preço líquido com o indicador estadual todo mês, e não com o preço do vizinho, que pode ter contrato diferente.
Cepea/Esalq-USP, indicador do preço do leite ao produtor por estado, referente ao leite captado em agosto de 2026 e pago em setembro: RS R$ 2,6545; SC R$ 2,7758; RJ R$ 2,8510; ES R$ 2,8622; BA R$ 2,8707; PR R$ 2,9235; GO R$ 2,9692; SP R$ 2,9760; MG R$ 3,0446; Média Brasil R$ 2,8869. Divulgado em 30 de setembro de 2026.