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R$ 2,65 no Rio Grande do Sul e R$ 3,04 em Minas: a distância entre estados

No levantamento de outubro de 2026, a diferença entre o estado que menos paga e o que mais paga passou de R$ 0,39 por litro. O que explica e o que o produtor pode fazer.

No indicador do Cepea referente ao leite captado em agosto de 2026, o Rio Grande do Sul registrou o menor valor entre os estados pesquisados, R$ 2,6545 por litro, e Minas Gerais o maior, R$ 3,0446. São quase 39 centavos de diferença por litro no mesmo mês, com a Média Brasil em R$ 2,8869.

Por que a diferença existe

FatorComo age no preço
Concentração de indústriaMais compradores disputando elevam o preço
Densidade de produçãoRota de coleta curta reduz custo logístico
Perfil do produto finalQueijo, UHT e leite em pó remuneram de forma diferente
Oferta local naquele mêsSafra regional derruba o preço do estado
Proximidade da fronteira importadoraLeite em pó do Mercosul chega primeiro ao Sul
Qualidade média do leiteBonificação muda o recebido
A mesma semana, dois preços RS R$ 2,6545 MG R$ 3,0446 quase R$ 0,39 por litro de diferença
Em 1.000 litros por dia, essa distância equivale a centenas de reais por dia.

O que dá para fazer com isso

Mudar de estado não é opção. Mas a diferença entre o preço médio do seu estado e o que você recebe, sim, está sob controle: qualidade, volume, constância de entrega e negociação respondem por boa parte dela. Compare o seu preço líquido com o indicador estadual todo mês, e não com o preço do vizinho, que pode ter contrato diferente.

Fonte

Cepea/Esalq-USP, indicador do preço do leite ao produtor por estado, referente ao leite captado em agosto de 2026 e pago em setembro: RS R$ 2,6545; SC R$ 2,7758; RJ R$ 2,8510; ES R$ 2,8622; BA R$ 2,8707; PR R$ 2,9235; GO R$ 2,9692; SP R$ 2,9760; MG R$ 3,0446; Média Brasil R$ 2,8869. Divulgado em 30 de setembro de 2026.

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