Muitas bezerras nascem com tetos a mais além dos quatro funcionais. Parece detalhe, e na bezerra é. Na vaca adulta, esse teto pode atrapalhar a colocação das teteiras, produzir leite, acumular sujeira e virar porta de entrada para mastite.
Como identificar
Os tetos extras costumam ser menores e ficar atrás ou entre os tetos principais. O cuidado importante é não confundir: em bezerra muito nova, os quatro tetos funcionais ainda são pequenos, e um teto extra bem desenvolvido pode parecer normal.
A regra prática é olhar a simetria: os quatro funcionais formam um quadrado aproximado. O que está fora desse padrão é o candidato a extra.
| Fase | Remoção | Por quê |
|---|---|---|
| Bezerra jovem | Momento ideal | Estrutura pequena, cicatriza rápido |
| Novilha | Possível, mais delicado | Tecido mais desenvolvido |
| Vaca em lactação | Evitar | Pode estar ligado a tecido produtor |
| Na dúvida sobre qual é o extra | Não remover | Esperar crescer ou chamar o veterinário |
Os cuidados
O procedimento deve ser feito com instrumento limpo e desinfetado, com contenção adequada e com orientação veterinária sobre controle de dor e cuidado posterior. Aproveitar o mesmo manejo de outros procedimentos da bezerra, como a descorna, reduz o número de contenções.
Depois, observe a região por alguns dias para sinais de inflamação ou infecção.
E registre na ficha da bezerra. Na vaca adulta, saber que houve remoção evita dúvidas na hora de avaliar o úbere.