É uma das decisões mais adiadas da fazenda de leite, e o adiamento em si já é uma decisão. Enquanto você pensa, a vaca continua ocupando cocho, consumindo alimento e acumulando dias em aberto.
O que pesa a favor de insistir
Produção atual alta. Vaca que ainda entrega volume relevante paga a própria permanência enquanto se tenta de novo.
Histórico bom. Vaca que sempre emprenhou fácil e teve um problema pontual identificado e tratado merece outra chance.
Valor genético. Se ela é uma das melhores do rebanho e você quer a cria dela, o cálculo muda.
O que pesa contra
Produção já baixa. Vaca no fim da lactação, vazia, é a combinação mais cara que existe: consome e não devolve.
Causa não identificada. Insistir sem saber por que ela não pega é repetir a tentativa com a mesma chance de antes.
Problema estrutural. Aderência, lesão de trato, quadro crônico. Aqui a resposta técnica é clara.
Cocho cheio. Se existe novilha pronta esperando lugar, a conta muda completamente.
| Fator | Insistir | Descartar |
|---|---|---|
| Produção atual | Alta | Baixa |
| Causa da falha | Identificada e tratada | Desconhecida ou crônica |
| Tentativas anteriores | Poucas | Muitas |
| Valor genético | Alto | Comum |
| Novilha esperando vaga | Não há | Há |
| Preço da vaca de descarte | Baixo | Bom |
| Histórico de mastite | Limpo | Crônica |
Um critério que funciona
Defina, por escrito, um limite de tentativas e um limite de dias em aberto a partir dos quais a vaca entra em avaliação obrigatória. Não é descarte automático: é uma data em que alguém precisa decidir com o veterinário, em vez de a vaca ir ficando por inércia.
Isso tira a decisão do campo emocional, que é onde ela costuma travar, especialmente com vacas antigas e conhecidas da casa.