Em muitas regiões do Brasil, a mandioca sobra e o milho falta. A raspa aparece como alternativa de energia, e funciona bem quando respeitados alguns limites.
O que é
A raspa é a raiz de mandioca fatiada e desidratada, geralmente ao sol, moída depois para entrar na ração. É essencialmente uma fonte de amido, comparável ao milho nesse papel, porém com pouca proteína.
Como usar
- Corrigir a proteínaA raspa é energia quase pura. Substituir milho por raspa exige revisar a fonte proteica da dieta.
- Respeitar o limite de inclusãoO amido da mandioca é de rápida fermentação. Excesso aumenta risco de acidose, principalmente com pouca fibra efetiva.
- Fazer transição gradualComo qualquer troca de energia, ao longo de dias e não de um dia para o outro.
- Moer na granulometria certaMuito fina acelera demais a fermentação.
O cuidado com o ácido cianídrico
A mandioca contém compostos que liberam ácido cianídrico, tóxico. O teor varia muito conforme a variedade, sendo maior nas chamadas mandiocas bravas, e se concentra mais na casca e nas folhas do que na polpa da raiz.
A secagem adequada reduz bastante esse risco, e é por isso que a raspa bem desidratada é considerada segura. Raiz fresca, folha e material mal seco exigem cuidado e orientação técnica antes de fornecer.
Armazenagem
- Secar bem antes de armazenar. Raspa mal seca mofa rápido.
- Local coberto, seco e ventilado, sobre estrado.
- Atenção ao mofo, pela mesma razão de sempre: micotoxina.
- Controle de roedor, que gosta particularmente do produto.